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BOMBAS CENTRÍFUGAS: ALTERAÇÃO DA CURVA CARACTERÍSTICA EM FUNÇÃO DA ROTAÇÃO E DA VISCOSIDADE
Neste artigo, vamos explorar a curva característica de uma bomba centrífuga e entender como a viscosidade do fluido influencia diretamente no seu desempenho. Esse conhecimento é fundamental para a correta seleção e dimensionamento de bombas em sistemas hidráulicos.
A curva característica de uma bomba centrífuga representa a relação entre duas variáveis principais: vazão (Q) e altura manométrica (H). A altura manométrica corresponde à diferença de pressão gerada pela bomba, normalmente expressa em metros de coluna de líquido (mca). Por exemplo, uma altura de 100 mca corresponde aproximadamente a uma pressão de 10 bar, considerando água.
No gráfico típico de curva característica, a vazão está representada no eixo horizontal, enquanto a altura manométrica aparece no eixo vertical. À medida que a vazão aumenta, a altura manométrica tende a diminuir. Essa curva, ainda que não seja uma parábola perfeita, apresenta um formato semelhante.
Fabricantes como a KSB disponibilizam curvas para diferentes rotores (ex: 220 mm, 232 mm, 246 mm e 260 mm), permitindo observar que, para uma mesma bomba, o uso de rotores com diâmetros maiores aumenta a altura manométrica alcançada para uma mesma vazão. No entanto, isso também impacta o rendimento (eficiência hidráulica), que tende a ser melhor quando a bomba opera próxima ao seu ponto de melhor eficiência (BEP).
O rendimento da bomba é fundamental, pois reflete o quanto de energia é convertida em energia útil de bombeamento. Utilizar um rotor inadequado pode levar ao aumento do consumo energético e à necessidade de motores maiores, além de provocar problemas operacionais.
Alterações na rotação da bomba também afetam significativamente a curva característica. Ao reduzir a rotação pela metade, por exemplo, a vazão máxima também é reduzida pela metade, enquanto a altura manométrica pode cair para até 30% do valor original. Ou seja, ao alterar a rotação, temos uma nova bomba com características diferentes.
Outro ponto importante é que, em bombas centrífugas, não é possível alterar a vazão sem impactar a pressão (e vice-versa). Qualquer mudança na rotação ou no diâmetro do rotor resultará em alterações simultâneas na vazão e na altura manométrica.
Quanto à viscosidade, esta é uma propriedade que representa a resistência do fluido ao escoamento. Fluídos mais viscosos (como óleos mais densos) exigem maior esforço da bomba para serem movimentados, aumentando o consumo de energia. Isso é facilmente observado em experimentos com óleos automotivos de diferentes viscosidades, onde os mais densos demoram mais para escoar.
Na prática, a viscosidade entra nos cálculos hidráulicos através do número de Reynolds, influenciando o fator de atrito (f) e, consequentemente, as perdas de carga. Isso impacta diretamente na altura manométrica necessária para vencer essas perdas e, assim, define o ponto de operação da bomba.
Portanto, ao dimensionar uma bomba centrífuga, é essencial considerar a viscosidade do fluido, a rotação do equipamento, o diâmetro do rotor e o ponto de operação desejado para garantir eficiência energética e evitar problemas de operação.
Meet the Teacher
🎓 Academic Backgroung:
- Mechanical Engineer from UNIFEI (Federal University of Itajuba)
- Master in Nuclear Technology from USP/IPEN (University of São Paulo - Nuclear and Energy Research Institute)
- Specialist in Higher Education Didactics (Uniderp)
🏭 Professional Experience
- Over 20 years in the pump and industrial equipment sector
- Technical consultant and instructor at OMEL, Vallair, and Embraseal
- Experience in technical sales and applications, and both in-person and online training.
👨🏫Teaching Career:
- Over 25 years as a lecturer
- Former university professor of Mechanical Engineering in São Paulo
📈 Engenharia & Cia
- Founder of the Engenharia & Cia Youtube channel, now with over 50,000 subscribers
- Trained more than 1,200 students
- Creator of the pump sizing software.



Pump Specification: Much More Than Just Sizing
Pump specification is a fundamental step in the design and operation of hydraulic and industrial systems. Although it is often confused with the sizing of the pumping system, specification goes far beyond simply calculating flow rate and total dynamic head.
It involves selecting pumps that precisely meet the needs of the application, considering technical, operational, and even economic variables.
Pumping System Sizing: The First Step
The sizing of the pumping system is, without a doubt, the foundation for beginning the specification process. At this stage, information such as the following is gathered:
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Desired flow rate
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Total dynamic head (TDH)
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Piping characteristics (diameter, length, head losses)
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Fluid properties (density, viscosity, temperature, presence of solids, etc.)
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With this data, it's possible to draw the system curve and identify the ideal operating range for the pump.
Pump Specification: Choosing the Right Pump for the Application
But the key question goes further: is the correctly sized pump truly the right pump for the application?
This is where pump specification comes in, analyzing, among other factors:
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Most suitable pump type (centrifugal, positive displacement, peristaltic, pneumatic, etc.)
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Compatibility with the pumped fluid (abrasiveness, corrosiveness, toxicity)
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Operation frequency (continuous or intermittent)
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Ease of maintenance
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Noise and vibration levels
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Energy efficiency
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Industry or process-specific standards and requirements
A properly sized pump may still be inadequate if, for example, it’s not compatible with the fluid’s viscosity, cannot withstand the system pressure, or lacks the durability required for the application.
Pump Selection with Technical and Strategic Insight
Pump selection must also take into account strategic aspects such as:
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Availability of spare parts and technical support
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Total cost of ownership (TCO)
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Integration with control and automation systems
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Sustainability standards and energy consumption
By combining pumping system sizing with a deep analysis of technical and operational requirements, pump specification ensures the selected equipment fully meets process demands, avoiding issues like premature failures, excessive energy consumption, and low efficiency.
Conclusion
Pump specification is a multidisciplinary task that requires technical knowledge, a systemic view, and field experience. It is not limited to pumping system sizing, but rather involves selecting pumps that truly deliver performance, reliability, and operational safety.
By investing time and attention in this step, you avoid rework, reduce costs, and improve the overall efficiency of your system.
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