
Engenharia aplicada no dia a dia industrial.

Trechos das Aulas da Pós Graduação
PALHETAS VS PARAFUSO | 18% CONTRA 35% EM ALÍVIO
Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais
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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Na qualidade do ar as duas empatam, com a palheta entregando cerca de 3 miligramas de óleo por metro cúbico contra 2 a 4 do parafuso, e na pulsação também, desprezível nas duas. A diferença está no consumo em vazio: a palheta consome 18% da potência nominal em alívio, contra 25% a 35% do parafuso. Mesmo assim o parafuso domina o ar comprimido industrial, e a palheta se destaca mesmo é em gás de processo de baixa pressão.
Conteúdo da Aula
Em alívio, o compressor de palhetas consome 18% da potência nominal. O parafuso, na mesma condição, consome de 25% a 35%. Mesmo assim é o parafuso que domina o mercado de ar comprimido industrial, e vale entender por quê.
O princípio da palheta é o mesmo da bomba de palhetas. Existe um tambor com ranhuras onde ficam as palhetas, e esse rotor é excêntrico em relação à carcaça. Na primeira metade do giro a câmara aumenta de volume e admite o gás, e na segunda metade ela diminui e ocorre a compressão, numa relação de volume fixa. As palhetas são empurradas contra a parede pelo efeito centrífugo e, na maioria das máquinas, também por molas, o que torna o funcionamento confiável em rotações mais baixas, onde o efeito centrífugo sozinho seria insuficiente.
Vale um alerta sobre material de fabricante: em algumas animações a redução de volume aparece pouco evidente, dando a impressão de que a câmara quase não diminui, e na prática a redução é significativa. Externamente a máquina é entregue em gabinete, com admissão pela parte superior e ventilação para resfriamento, e de fora costuma ser confundida com um parafuso. Só abrindo é que a diferença aparece.
O ponto crítico é a palheta. Com o aquecimento do processo e sem lubrificação adequada ela sofre problemas estruturais, e o desgaste passa da palheta para a carcaça. O óleo, aqui, é o que garante a vida do componente.
O envelope típico é de 2,5 a 10 bar em estágio único lubrificado, com vazões que vão de máquinas pequenas montadas sobre reservatório, na casa de 67 m³/h, até equipamentos de 5.360 m³/h. A rotação fica entre 1.500 e 3.000 rpm com acoplamento direto, sem multiplicador, e a consequência disso é concreta: menos peças girando significa menos ruído e menos desgaste.
Na comparação direta, qualidade do ar empata, com cerca de 3 miligramas por metro cúbico na palheta contra 2 a 4 no parafuso, e pulsação empata, desprezível nas duas. A diferença aparece no consumo em vazio, e é expressiva: 18% contra 25% a 35%. Do ponto de vista energético a palheta ganha com folga, e é esse o argumento que o fabricante desse tipo de máquina apresenta. Os pontos críticos de operação concentram-se em dois momentos, a parada e partida, quando a lubrificação pode ainda não estar adequada, e a troca periódica das palhetas.
A máquina atende dois mercados distintos. No ar comprimido industrial ela concorre diretamente com o parafuso e perde em difusão, apesar da vantagem energética. Em gás de processo de baixa pressão a situação se inverte, porque a palheta tolera melhor gás úmido, sujeira e arraste de líquido do que o parafuso, cujas folgas muito pequenas não trabalham bem nessas condições. Recuperação de vapores, GLP e biogás entram nessa categoria, e quando há vapor em quantidade a escolha costuma migrar para o compressor de anel líquido.
Nesses casos de processo o circuito de óleo muda de conceito. Em vez de recirculação, a lubrificação passa a ser de passagem única: o óleo é injetado continuamente, segue junto com o gás e é separado depois, em outro ponto. A razão está no fluido, não na máquina, porque devolver ao circuito um óleo que esteve em contato com GLP, biogás ou vapor recuperado traz problema de compatibilidade e de contaminação. Sai mais simples consumir o óleo em passagem única e tratá-lo depois.
Um último ponto construtivo é fonte conhecida de falha de montagem. O eixo dessas máquinas é alongado, com mancais de apoio na frente e atrás e normalmente sem mancal de escora. Montar forçando no sentido axial desloca o tambor da posição, e o resultado é o mesmo tipo de problema já visto na bomba de engrenagens externas: a peça trabalha fora de posição e o desgaste aparece cedo.
Esse recorte faz parte de uma das aulas da pós-graduação em Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais. Conheça em engenhariaecia.com/pos.
FAQ: Perguntas Frequentes
PALHETA OU PARAFUSO, QUAL CONSOME MENOS EM ALÍVIO?
A palheta, com 18% da potência nominal contra 25% a 35% do parafuso. Em qualidade do ar e em pulsação as duas empatam.
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SE A PALHETA É MAIS EFICIENTE, POR QUE O PARAFUSO DOMINA?
Por difusão de mercado no ar comprimido industrial. A palheta se destaca mesmo em gás de processo de baixa pressão, onde tolera melhor gás úmido, sujeira e arraste de líquido.
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QUAL O PONTO CRÍTICO DO COMPRESSOR DE PALHETAS?
A própria palheta. Com aquecimento e lubrificação inadequada ela sofre dano estrutural, e o desgaste passa dela para a carcaça.
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POR QUE A LUBRIFICAÇÃO VIRA PASSAGEM ÚNICA EM GÁS DE PROCESSO?
Porque devolver ao circuito um óleo que esteve em contato com GLP, biogás ou vapor recuperado traz contaminação e incompatibilidade. É mais seguro consumir e tratar depois, junto com o gás.





