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Trechos das Aulas da Pós Graduação

50 BAR E A VAZÃO NÃO SOBE: O TETO FÍSICO DO GÁS | MACH 1

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

Se o conteúdo fez sentido para você, imagine ter acesso ao curso completo, com apostila técnica, avaliações, certificado reconhecido e acompanhamento do Prof. Micelli Camargo.

 

A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Existe um teto físico no escoamento de gás: quando ele atinge a velocidade do som na restrição (Mach 1), aumentar a pressão a montante não aumenta mais a vazão. Por isso o esvaziamento de um vaso tem uma fase de vazão constante e só depois a queda. Fenômeno de SISTEMA que define o tempo de operação da MÁQUINA (soprador) e o volume do reservatório na ESPECIFICAÇÃO.

Conteúdo da Aula

A dúvida veio de um engenheiro de utilidades e é comum em quem opera trens de compressão: um vaso a 10 bar, com certo volume, descarregando para a atmosfera. Que vazão sai, por quanto tempo, e como é o transiente? A resposta não é um número único, e começa com uma pegadinha.

A intuição diz que mais pressão a montante significa mais vazão. Até certo ponto, sim. Mas existe uma condição em que o gás acelera até a velocidade do som na restrição, e a partir daí aumentar a pressão não aumenta mais a vazão. Pode ter 10 bar, pode ter 50 bar: acima de Mach 1, a vazão trava. A velocidade do som não é um número fixo. Os cerca de 340 m/s valem para o ar; outro gás, outra velocidade; na água, mais de três vezes maior. Por isso o número de Mach é definido pela velocidade do som no meio, não por um valor universal.

Com isso, o esvaziamento tem fases. Ao abrir, o escoamento vai de zero à velocidade do som e fica ali, com vazão praticamente constante, por um bom tempo. Só quando a pressão interna cai o suficiente é que o gradiente diminui e a vazão começa a cair. No fim, a máquina praticamente só varre ar para frente. O livro de mecânica dos fluidos do Hibbeler traz um exercício com esse cálculo pela conservação da massa, com o termo dm/dt, embora sem considerar o estrangulamento sônico.

O caso real: sopradores que coletam hidrocarboneto evaporado de vasos pressurizados e enviam para o flare. Com 3, 5 ou 10 bar no mesmo volume, a massa de gás muda, e o soprador trabalha em regime diferente por tempo diferente. A pergunta prática era se ele trabalha 10 minutos ou meia hora.

Não há resposta única, mas há método. Se a planta está instrumentada, medir pressão, vazão e temperatura em alguns eventos e identificar quanto dura cada regime. Depois aplicar a fórmula de dimensionamento de reservatório, o pulmão, que relaciona volume, pressão máxima, pressão mínima, pressão atmosférica, vazão faltante e tempo. No exercício da apostila, a pergunta é qual volume faz a pressão oscilar de 10 para 8 bar em 10 minutos quando a demanda momentânea supera a capacidade do compressor. No caso do aluno, volume e pressões são conhecidos; as incógnitas são vazão e tempo. Medindo a vazão, o tempo vira uma primeira estimativa, corrigida pela massa específica se o gás não for ar.

Um detalhe define a dificuldade. Se o soprador é de deslocamento positivo, Roots ou parafuso, a vazão vem da rotação, com boa confiabilidade. Se for centrífugo, é como na bomba: precisa de pressão e vazão para entrar na curva. O problema inverso, quanto tempo o compressor leva para encher um vaso, é a mesma conta ao contrário.

Na leitura integrada, o escoamento sônico é fenômeno de sistema que define o regime da máquina e o tamanho do reservatório. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

POR QUE AUMENTAR A PRESSÃO NÃO AUMENTA A VAZÃO DO GÁS?

Porque, quando o escoamento atinge a velocidade do som na restrição (Mach 1), a vazão fica limitada por essa condição. Acima disso, mais pressão a montante não produz mais vazão.
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A VELOCIDADE DO SOM É SEMPRE 340 m/s?

Não. Esse valor vale para o ar. Em outro gás a velocidade é diferente, e na água é mais de três vezes maior. O número de Mach usa a velocidade do som no meio em questão.
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COMO ESTIMAR O TEMPO DE DESCARGA DE UM VASO DE PRESSÃO?

Medindo pressão, vazão e temperatura para identificar as fases do esvaziamento e aplicando a fórmula de reservatório, que relaciona volume, pressões máxima e mínima, vazão faltante e tempo. Não há resposta única; há método.
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COMO DIMENSIONAR O RESERVATÓRIO (PULMÃO) DE AR COMPRIMIDO?

Definindo o volume que faz a pressão oscilar entre um máximo e um mínimo num tempo dado, para a vazão que falta quando a demanda supera a capacidade do compressor.

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