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Trechos das Aulas da Pós Graduação

POTÊNCIA DA BOMBA DE LÓBULOS | O FATOR PV E A ROTAÇÃO EM ÁGUA

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

O gráfico de potência da bomba de lóbulos é levantado com fluido de referência de 1 cSt, ou seja, água, e a regra que mais confunde é que a rotação a usar na leitura é a que o serviço pediria em água, e não a rotação real de trabalho com o produto viscoso. Lido o valor base, aplica-se o fator de correção de potência PV, obtido em gráfico auxiliar em função da viscosidade cinemática, pela fórmula potência de eixo igual a PV vezes a rotação dividido por 10.000, somado à potência base.

Conteúdo da Aula

Existe uma parte do catálogo de bombas de lóbulos que trava até gente experiente: o cálculo da potência. A vazão e a rotação saem de um gráfico razoavelmente intuitivo, mas a potência exige combinar um segundo gráfico, um fator de correção chamado PV e uma regra escondida que o próprio material do fabricante não deixa clara.

O gráfico de potência é levantado com fluido de referência de 1 cSt, ou seja, água. O procedimento começa igual ao da seleção: traça-se a linha da pressão diferencial do serviço, no exercício 2,3 bar, e cruza-se com a rotação.

E aqui entra a regra que confunde: a rotação usada na leitura é a que o serviço pediria em água, 600 rpm no exemplo, e não os cerca de 500 rpm em que a bomba vai realmente girar com o produto viscoso. Essa regra não está explícita no gráfico. Ela aparece na literatura técnica do próprio fabricante, num manual que funciona como chave de leitura de todo o método. Sem essa referência, a tendência natural é entrar no gráfico com a rotação corrigida, e o resultado sai errado.

Do cruzamento de 2,3 bar com 600 rpm, o gráfico devolve a potência base de 6 kW. Se o fluido fosse água, a especificação estaria encerrada aí.

O fluido real do exercício tem 62 cSt, e viscosidade sempre pede mais energia, em qualquer tecnologia de bombeamento. Na bomba de lóbulos essa cobrança entra por um fator de correção de potência, o PV, lido em gráfico auxiliar em função da viscosidade cinemática. Para os 62 cSt do xarope, o PV fica em torno de 10.

A fórmula do fabricante junta as peças: a potência de eixo é o PV multiplicado pela rotação e dividido por 10.000, somado à potência base. Com os números do exercício, 10 vezes 600 dividido por 10.000 dá 0,6 kW de acréscimo viscoso, que somados aos 6 kW da leitura em água fecham em 6,6 kW de potência de eixo. O motor precisa cobrir esses 6,6 kW na rotação de trabalho real, que com o produto viscoso fica na casa de 500 rpm, ou um pouco abaixo na leitura fina.

E vale o contraste com a bomba centrífuga do mesmo exercício. Lá, a mesma viscosidade derrubou o rendimento em quase 30% e praticamente dobrou o motor. Aqui, o acréscimo foi de 10% sobre a potência em água. É mais uma face da mesma regra prática: produto viscoso, em geral, conversa melhor com deslocamento positivo do que com centrífuga.

O cuidado final é de documentação. Registrar qual rotação foi usada na leitura do gráfico, e por quê, evita que o próximo profissional refaça a conta com a rotação de trabalho e conclua que o motor foi mal dimensionado. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

QUAL ROTAÇÃO ENTRA NO GRÁFICO DE POTÊNCIA?

A rotação equivalente em água, não a rotação real de trabalho com o produto viscoso. A regra não está no gráfico, está na literatura técnica do fabricante.
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O QUE É O FATOR PV?

É o fator de correção de potência por viscosidade, lido em gráfico auxiliar em função da viscosidade cinemática. Para 62 cSt, ele fica em torno de 10.
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COMO FICA A FÓRMULA?

Potência de eixo igual a PV vezes a rotação dividido por 10.000, somado à potência base lida em água. No exercício, 0,6 kW somados a 6 kW resultam em 6,6 kW.
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POR QUE A CENTRÍFUGA SOFRE MAIS COM VISCOSIDADE?

Porque nela a mesma viscosidade derrubou o rendimento em quase 30% e praticamente dobrou o motor, enquanto na de lóbulos o acréscimo foi de cerca de 10%.

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