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Trechos das Aulas da Pós Graduação

3 CASOS REAIS DE OPERAÇÃO ERRADA | O QUE MATA A BOMBA

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

Se o conteúdo fez sentido para você, imagine ter acesso ao curso completo, com apostila técnica, avaliações, certificado reconhecido e acompanhamento do Prof. Micelli Camargo.

 

A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Boa parte das falhas precoces de bomba não tem origem na fabricação nem no desgaste natural, e sim na operação, quase sempre por falta de formação técnica em mecânica. Num caso real o rotor especificado era de 490 mm e chegou com 520 mm, e como a potência absorvida varia com o cubo do diâmetro, esses 30 mm a mais jogaram a corrente às alturas e o equipamento passou a desarmar. Em outro, a manobra quinzenal entre bombas em paralelo era executada partindo a bomba sem produto, e o choque térmico rompia a face de cerâmica do selo a cada quinze dias.

Conteúdo da Aula

Por que tanta bomba quebra cedo, sendo que o equipamento foi bem especificado e comprado de fabricante reconhecido? A resposta honesta é incômoda. Boa parte das falhas não tem origem na fabricação nem no desgaste natural. Tem origem na operação. E quase nunca é descuido do operador: costuma ser falta de formação técnica em mecânica.

O primeiro caso é o do rotor que veio errado de fábrica. Existem plantas onde o fabricante manda a bomba fechada com o rotor cheio, ou seja, no diâmetro máximo do bocal de descarga, e transfere ao cliente a decisão de usinar o rotor no diâmetro correto. Num caso real o rotor especificado era de 490 mm e chegou com 520 mm. Trinta milímetros a mais.

Essa diferença não é cosmética. A potência absorvida pela bomba varia com o cubo do diâmetro do rotor, então esses 30 mm entram elevados ao cubo na conta da potência. O motor sente imediatamente: a vazão sobe, a pressão sobe, a corrente vai às alturas e o equipamento começa a desarmar. O cliente recebe uma bomba que parece nova, mas opera muito fora do BEP desde o primeiro segundo. A justificativa do fabricante costuma ser a multa por atraso de entrega: é mais barato deixar o cliente reclamar do rotor depois do que pagar multa contratual.

O segundo caso é o da bomba de ácido com manobra a cada 15 dias. Um fabricante de papel e celulose acabou com o estoque de bombas de titânio em menos de um mês de contrato. Todas quebravam toda sexta-feira, religiosamente, numa cadência de quinze em quinze dias.

A investigação mostrou que a planta adotava a prática de manobra quinzenal, um procedimento legítimo na indústria. O objetivo da manobra é justamente o oposto do que estava acontecendo: manter as bombas em paralelo operacionais, intercalando o uso para que nenhuma fique parada tempo demais, porque bomba que passa um ano sem rodar normalmente não parte quando precisa.

Só que a manobra ali estava sendo executada errado. Os operadores partiam a bomba sem produto, com as faces do selo mecânico secas. Quando o produto finalmente chegava, o choque térmico rompia a face de cerâmica e a bomba ia para o conserto. A recomendação técnica foi contraintuitiva, deixar a bomba trabalhar sem a manobra, porque sairia mais barato, e quando o cliente espaçou a manobra o problema diminuiu sensivelmente.

O que une os casos é o mesmo diagnóstico: o equipamento estava certo e o procedimento estava errado. Antes de trocar fornecedor ou especificar liga mais nobre, vale verificar o que exatamente acontece com aquela bomba entre uma partida e outra. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

ROTOR 30 MM MAIOR FAZ MUITA DIFERENÇA?

Faz. A potência absorvida varia com o cubo do diâmetro do rotor, então a diferença entra elevada ao cubo. A corrente sobe e o equipamento começa a desarmar.
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POR QUE O FABRICANTE MANDA O ROTOR CHEIO?

Porque usinar no diâmetro correto atrasa a entrega, e a multa contratual por atraso costuma custar mais do que a reclamação do cliente depois.
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MANOBRA ENTRE BOMBAS É BOA PRÁTICA?

É, quando bem executada. O objetivo é não deixar bomba parada tempo demais. O problema do caso foi partir sem produto, com as faces do selo secas.
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DE ONDE VÊM AS FALHAS PRECOCES?

Na maioria dos casos, da operação, não da fabricação nem do desgaste natural. E quase nunca por descuido: por falta de formação técnica em mecânica.

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