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Trechos das Aulas da Pós Graduação

DOSADORA ELETROMAGNÉTICA | POR QUE A VAZÃO CAI COM A PRESSÃO

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

O solenoide tem força máxima determinada pela corrente máxima da bobina, e essa força empurra o pistão ferromagnético e, com ele, o diafragma. Do outro lado, a pressão de descarga atua sobre a mesma área, gerando força resistiva igual à pressão vezes a área do diafragma, e a força resultante é a diferença entre as duas. Quando a pressão de descarga sobe, a resultante cai, a aceleração do conjunto cai, o curso efetivo encurta e a vazão despenca. Por isso a afirmação de vazão independente da pressão não vale para essa família.

Conteúdo da Aula

Uma das afirmações que a graduação repete com mais convicção é que bomba de deslocamento positivo entrega vazão constante, independente da pressão. É uma das ideias mais perigosas do ensino de hidráulica industrial, porque se aplica a poucos tipos específicos. Para a bomba dosadora eletromagnética, acionada por solenoide, a vazão cai bruscamente com a pressão de descarga, e isso decorre direto da lei de Newton.

O solenoide é uma bobina que gera campo magnético quando percorrida por corrente elétrica. Dentro dela há um pistão ferromagnético que sente esse campo e se desloca linearmente. Não há motor rotativo: a energia elétrica é convertida em força linear diretamente. Esse pistão está fixado ao diafragma, e a frequência do pulso de corrente determina o número de ciclos por unidade de tempo. Algumas bombas controlam apenas a frequência, outras controlam também o curso do pistão, e a combinação dos dois eleva a rangeabilidade do equipamento.

A faixa típica dessas bombas é vazão até cerca de 100 litros por hora e pressão até 10 ou 15 bar, dependendo do modelo. Existem aplicações fora dessa faixa, mas a construção é otimizada para baixa vazão e precisão de dosagem.

Essas bombas tipicamente trazem duas válvulas de retenção na sucção e duas na descarga, e existem modelos com três de cada lado. A motivação não é energética: em dosagem, a perda de carga adicional das válvulas extras é aceitável. O que importa é garantir estanqueidade absoluta no sentido de bloqueio, porque cada válvula adicional reduz a probabilidade de retorno indesejado entre ciclos, o que comprometeria a precisão da dose. Quando o objetivo é dosar com erro de 1% ou de 0,1%, a perda de carga é custo aceitável.

E aqui está o ponto central. O solenoide tem uma força máxima determinada pela corrente máxima da bobina, e essa força empurra o pistão e o diafragma. Do outro lado, a pressão de descarga atua na mesma área, e como pressão é força dividida por área, a força resistiva é a pressão de descarga multiplicada pela área do diafragma. A força resultante é a diferença entre as duas.

Pela segunda lei de Newton, força é massa vezes aceleração. Se a resultante diminui porque a pressão de descarga subiu, a aceleração do conjunto diminui, o pistão não completa o curso no tempo do pulso, o deslocamento por ciclo encolhe e a vazão cai. Não é desgaste, não é defeito: é o equilíbrio de forças da própria tecnologia.

A consequência prática é de especificação. A vazão nominal do catálogo só vale na pressão de referência declarada, e dimensionar dose pela vazão máxima sem olhar a contrapressão real do ponto de injeção é a origem clássica da subdosagem que ninguém explica. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

POR QUE A VAZÃO CAI COM A PRESSÃO NESSA BOMBA?

Porque a força do solenoide é limitada pela corrente da bobina. A pressão de descarga gera força contrária, a resultante diminui, a aceleração cai e o curso por ciclo encurta.
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POR QUE DUAS OU TRÊS VÁLVULAS DE CADA LADO?

Para garantir estanqueidade no bloqueio. Cada válvula adicional reduz a chance de retorno entre ciclos, e em dosagem com erro de 1% ou menos a perda de carga extra é custo aceitável.
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QUAL A FAIXA TÍPICA?

Vazão até cerca de 100 litros por hora e pressão até 10 ou 15 bar, conforme o modelo. A construção é otimizada para baixa vazão com precisão de dose.
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COMO EVITAR SUBDOSAGEM?

Dimensionando pela contrapressão real do ponto de injeção, não pela vazão máxima do catálogo, que só vale na pressão de referência declarada.

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