
Engenharia aplicada no dia a dia industrial.

Trechos das Aulas da Pós Graduação
TRÊS MITOS DA BOMBA ALTERNATIVA QUE CAEM NA PRÁTICA
Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais
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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

O slip da bomba alternativa é praticamente zero porque a vedação não depende de folga, e sim da válvula de retenção, então o produto só recircula se a válvula estiver desgastada. Já a vazão independente da pressão vale para bombas com motor elétrico, a combustão ou turbina, que entregam torque praticamente constante, mas não vale para pneumáticas: nelas a força vem da pressão do ar vezes a área do diafragma, e quando a pressão de descarga sobe, a força resultante cai, o deslocamento por ciclo cai e a vazão cai junto.
Conteúdo da Aula
Três mitos sobre a bomba alternativa aparecem repetidos em livro de graduação e em apresentação comercial de fabricante: slip praticamente zero, vazão independente da pressão de descarga, e perda de carga calculada pela fórmula padrão. Cada um deles tropeça em alguma configuração real, e quem dimensiona bomba alternativa precisa saber onde e por quê.
O primeiro mito é quase verdade. A bomba alternativa tem slip praticamente zero porque a vedação das câmaras não depende de folga, depende da válvula de retenção. Enquanto a bomba de lóbulos pode chegar a 30 por cento de slip em produto pouco viscoso, na alternativa o produto só vaza se a válvula estiver desgastada. É aí que o mito falha: com válvula comprometida, o slip deixa de ser zero e a vazão cai gradualmente.
É comum encontrar bomba pneumática de diafragma operando há anos com vazão caindo devagar, e a planta atribuindo o problema ao ar comprimido. Existe um teste simples: fecha-se a descarga com o ar ligado e pressurizado, e se a bomba continuar batendo o diafragma, ela está recirculando produto internamente. As retenções estão comprometidas, e a solução é parar e trocar os elementos de vedação.
O segundo mito é o clássico do livro, de que a BDP entrega vazão independente da pressão. Isso vale para bombas com motor elétrico, motor a combustão ou turbina, que entregam torque praticamente constante. Para pneumáticas, e para algumas elétricas com torque limitado, o comportamento é outro.
Numa pneumática de diafragma, a força de bombeamento vem da pressão do ar comprimido vezes a área útil do diafragma, e do outro lado a pressão do processo gera força contrária. Se a pressão de descarga aumenta, a força resultante sobre a massa de líquido diminui, a aceleração do diafragma diminui, o deslocamento por ciclo cai e a vazão cai. Inclusive essa é uma das formas clássicas de controlar a vazão da pneumática em campo: diminuir a pressão do ar. A frase de livro não é errada, é incompleta.
O terceiro mito é o da perda de carga pela fórmula padrão. O cálculo convencional pressupõe escoamento permanente, com velocidade constante ao longo do tempo. Na alternativa, o fluido acelera e desacelera a cada ciclo, e essa aceleração da coluna de líquido impõe uma perda adicional que a fórmula tradicional não enxerga. O efeito é mais severo na sucção, onde ele consome NPSH disponível e provoca cavitação intermitente que o manômetro médio não registra.
Por isso dimensionar alternativa com a planilha de centrífuga subestima a sucção. A correção passa por linha de sucção curta e generosa, atenuador também na entrada quando a sucção não é afogada, e margem de NPSH maior que a habitual. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.
FAQ: Perguntas Frequentes
O SLIP DA ALTERNATIVA É MESMO ZERO?
Praticamente, enquanto as válvulas de retenção estiverem boas, porque a vedação não depende de folga. Com válvula desgastada, o produto recircula e a vazão cai gradualmente.
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COMO TESTAR SE AS VÁLVULAS ESTÃO COMPROMETIDAS?
Feche a descarga com o ar ligado e pressurizado. Se a bomba continuar batendo o diafragma, ela está recirculando produto internamente.
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A VAZÃO DA PNEUMÁTICA DEPENDE DA PRESSÃO?
Depende. A força vem da pressão do ar vezes a área do diafragma, e a pressão do processo age contra. Subindo a descarga, cai a aceleração, cai o deslocamento por ciclo e cai a vazão.
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POR QUE A FÓRMULA DE PERDA DE CARGA NÃO BASTA?
Porque ela pressupõe escoamento permanente. Na alternativa o fluido acelera e desacelera a cada ciclo, e essa aceleração impõe perda adicional, principalmente na sucção, consumindo NPSH.





