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Trechos das Aulas da Pós Graduação

O CHILLER QUE MULTIPLICOU A BOMBA POR 5 | 4 METROS VIRAM 20

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

Se o conteúdo fez sentido para você, imagine ter acesso ao curso completo, com apostila técnica, avaliações, certificado reconhecido e acompanhamento do Prof. Micelli Camargo.

 

A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Um circuito de água gelada com 45 m³/h, 45 metros de tubo de PVC e meia dúzia de conexões fecha em 4,15 metros de altura manométrica, uma bomba minúscula, e o número está certo. Falta o chiller. O fabricante declara 1,5 bar de perda no equipamento para aquela vazão, e com esse dado na conta a altura salta para quase 20 metros. Em circuito fechado o tubo quase nunca é o vilão, quem domina é o equipamento atravessado.

Conteúdo da Aula

Um circuito de água gelada com 45 m³/h, 45 metros de tubulação de PVC e meia dúzia de conexões. A conta fecha numa bomba de 4 metros de altura manométrica, quase uma bomba de aquário industrial. Aí alguém lembra do chiller, e a bomba vira 20 metros.

O exercício começa pela alimentação do software: água gelada a 4 ºC, com massa específica de 1.000 kg/m³ e viscosidade de 1 cP, vazão de 45 m³/h, tubo de PVC com 80 mm de diâmetro, 45 metros de circuito, quatro cotovelos e duas válvulas.

Um comportamento do software merece atenção. Selecionado o tipo circuito fechado, qualquer pressão informada é desprezada. Não é capricho de programação, é a física do problema: num anel, as pressões de início e fim são o mesmo número e se cancelam na equação da energia. O que sobra para a bomba vencer é perda de carga, apenas.

O primeiro cálculo entrega 4,15 metros, ou 0,40 bar. Para 45 m³/h, uma bomba minúscula. E o número está certo: tubo liso, circuito curto, água fria. A tubulação de um circuito fechado bem traçado perde pouco. O problema é que o circuito não é feito só de tubo.

Faltou o chiller. O fabricante do trocador declara a perda de carga do equipamento na vazão de operação, 1,5 bar. O software recebe esse valor como perda localizada na linha, recalcula, e o resultado muda de patamar: de 4 metros para quase 20.

A leitura de engenharia é direta. Em circuito fechado, o equipamento domina. A curva do sistema gerada pelo software mostra isso graficamente, nascendo perto dos 15 metros, num degrau que não é geométrico nem reológico, é o pedágio do trocador. Trocadores de placas costumam ser dimensionados para perder até 1 bar, e chillers, serpentinas e válvulas de controle cobram os seus. Quem calcula só o tubo especifica uma bomba cinco vezes menor do que o sistema precisa.

Com a curva do sistema correta, a seleção na base de bombas aponta o modelo adequado e o exercício se completa: dados, tipo de instalação, acessórios, perda do equipamento, cálculo, curva e bomba. O roteiro é curto, mas a moral é permanente: perda de carga de equipamento entra pelo dado do fabricante, e entra sempre.

Esse recorte faz parte de uma das aulas da pós-graduação em Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

POR QUE A BOMBA DE CIRCUITO FECHADO DEU TÃO PEQUENA?

Porque só o tubo foi calculado. Circuito curto, tubo liso e água fria perdem pouco, e o resultado de 4 metros está correto para a tubulação isolada.
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O QUE FEZ A ALTURA SALTAR PARA 20 METROS?

A perda de carga do chiller, de 1,5 bar na vazão de operação, declarada pelo fabricante. O equipamento domina a curva do sistema em circuito fechado.
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COMO ENTRA A PERDA DE UM TROCADOR NO CÁLCULO?

Pelo dado de catálogo do fabricante para a vazão de operação, somado como perda localizada. Calcular pela geometria interna do equipamento é inviável no projeto de bombeamento.
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POR QUE O SOFTWARE IGNORA A PRESSÃO EM CIRCUITO FECHADO?

Porque num anel o ponto final é o inicial, então a pressão aparece dos dois lados da equação e cancela. Resta apenas a perda de carga a ser vencida.

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