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Trechos das Aulas da Pós Graduação

O CICLO DO COMPRESSOR DE PISTÃO COM NÚMEROS REAIS DE CATÁLOGO

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Os modelos comuns trabalham com vazões baixas, da ordem de 30 pés cúbicos por minuto, pressões de 12 a 20 bar e potência típica de até 15 cavalos. A eficiência é pior que a de outras famílias: cerca de dez dessas máquinas são substituídas por um único compressor de parafuso.

Conteúdo da Aula

Antes do ciclo, um requisito que vale para qualquer compressor: todo compressor precisa ter válvula de segurança. Se algo der errado no controle de pressão, é ela que abre e mantém a integridade do sistema. Não é acessório opcional, é condição de projeto.

Tome um compressor comercial como referência. Um modelo típico trabalha com pressões de até 175 psi, vazão da ordem de 20 pés cúbicos por minuto, acionado por motor de 5 HP. Modelos vizinhos na mesma linha aparecem com 10 ou 15 HP, conforme a vazão. São máquinas relativamente simples, e o acompanhamento em operação também é simples.

O conjunto tem um filtro na entrada, ligado a uma válvula de admissão, e uma válvula de descarga do outro lado. As duas são válvulas de retenção, ou seja, abrem em uma direção apenas. No ponto morto superior, o pistão está no alto do curso e o volume no cilindro é mínimo. Na descida, ele cria depressão. A válvula de admissão é bastante sensível nesse quesito, projetada justamente para abrir com pouco vácuo: ela abre e o gás começa a entrar. No ponto morto inferior, o cilindro está cheio de ar. Na subida, a pressão interna cresce e força o fechamento da válvula de admissão; continuando a subida, a pressão vence a mola da válvula de descarga, que abre, e o gás sai do cilindro. E o processo se repete.

Nada nesse ciclo depende de controle externo. É o próprio diferencial de pressão que comanda as duas válvulas, o tempo todo.

Reunindo o que caracteriza essa família: vazão baixa, da ordem de 30 pés cúbicos por minuto, ou cerca de 1.700 litros por minuto; pressão de 12 a 20 bar nos modelos mais comuns, chegando a cerca de 30 bar em modelos especiais; e potência típica de até 15 cavalos, ou algo em torno de 11,3 kW.

E aqui está a informação que decide a especificação: a eficiência do compressor de pistão convencional é pior que a de outras famílias. Para atender uma demanda industrial relevante, seriam necessárias muitas máquinas dessas. Na prática, cerca de dez compressores desse tipo são substituídos por um único compressor de parafuso. Isso depende inteiramente do perfil de consumo: onde a demanda de ar é baixa e intermitente, a máquina simples resolve, custa pouco e é fácil de manter; onde a demanda é contínua e alta, a conta de energia inverte a decisão rapidamente.

Como o acompanhamento é simples, ele costuma ser negligenciado. Quatro observações resolvem a maior parte dos casos: o tempo de enchimento do reservatório, que cresce quando algo se degrada; a temperatura do cabeçote; o dreno do reservatório, porque a condensação é inevitável; e o teste periódico da válvula de segurança, que só é útil se for acionada de tempos em tempos.

Na leitura integrada da planta, o tema pertence à dimensão de máquina e conecta com instalação e especificação. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES TÍPICAS DO COMPRESSOR DE PISTÃO COMUM?

Vazão baixa, da ordem de 30 pés cúbicos por minuto ou cerca de 1.700 litros por minuto; pressão de 12 a 20 bar nos modelos mais comuns, chegando a 30 bar em modelos especiais; e potência típica de até 15 cavalos.
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POR QUE UM PARAFUSO SUBSTITUI VÁRIOS COMPRESSORES DE PISTÃO?

Porque a eficiência do pistão convencional é pior. Para atender demanda industrial relevante seriam necessárias muitas máquinas, e na prática cerca de dez compressores de pistão equivalem a um único compressor de parafuso.
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TODO COMPRESSOR PRECISA DE VÁLVULA DE SEGURANÇA?

Sim. É condição de projeto, não acessório opcional. Se algo der errado no controle de pressão, é ela que abre e mantém a integridade do sistema, evitando que a pressão ultrapasse o limite dos componentes.
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O QUE ACOMPANHAR NUM COMPRESSOR DE PISTÃO EM OPERAÇÃO?

O tempo de enchimento do reservatório, que cresce quando algo se degrada; a temperatura do cabeçote; o dreno, porque a condensação é inevitável; e o teste periódico da válvula de segurança, que pode travar por incrustação.

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