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Trechos das Aulas da Pós Graduação

COMO UM COMPRESSOR DE PROCESSO REDUZ CAPACIDADE SEM DESLIGAR

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

São dois os métodos principais. No alívio da válvula de sucção, o gás que entra sai sem ser comprimido, e a máquina consome de 10% a 25% da potência nominal. Na desativação escalonada, cilindros ou faces são desligados, gerando os degraus clássicos de 0, 20, 50, 75 e 100%.

Conteúdo da Aula

Em máquina de processo, partida e parada não são eventos triviais: envolvem esforços mecânicos, transientes de pressão na linha e, em muitos casos, procedimentos de purga. Além disso, a planta depende daquele gás de forma contínua, e interromper o fornecimento para acompanhar uma variação de demanda não é alternativa. O objetivo do controle de capacidade é, portanto, diferente do de um compressor de utilidade: não se busca economizar ligando menos, busca-se acompanhar a demanda sem sair de operação. E o método disponível depende do tipo de compressor.

O primeiro método atua diretamente sobre a válvula de admissão, mantendo-a aberta durante o curso de compressão. O efeito é direto: o gás que entrou no cilindro simplesmente sai de volta pela mesma válvula, e o pistão devolve o gás do jeito que o recebeu. Não há compressão naquele cilindro. A máquina continua girando, com o mecanismo inteiro em movimento, e o que se elimina é o trabalho de compressão. Nessa condição, o consumo cai para a faixa de 10% a 25% da potência nominal, sem ir a zero, porque as perdas mecânicas do conjunto permanecem.

O segundo método é mais granular, e é o que dá origem aos degraus característicos dessas máquinas. A desativação acontece cilindro a cilindro, ou face a face num cilindro de duplo efeito, conforme a construção. Os degraus clássicos são 0, 20, 50, 75 e 100% da capacidade. O mecanismo em um cilindro de duplo efeito ilustra bem a ideia: esse cilindro comprime nos dois sentidos do curso, aproveitando as duas faces do pistão. Desativando a admissão de uma das faces, ele passa a trabalhar como se fosse um cilindro de simples efeito, com metade da capacidade daquele cilindro e com a máquina inteira ainda em operação. Voltando a demanda, reativa-se a face.

Numa máquina com vários cilindros de duplo efeito, existem várias frentes de trabalho independentes. Considere um arranjo com dois cilindros, um de cada lado, cada um de duplo efeito: são quatro frentes de compressão. Desativando uma, depois outra, chega-se aos degraus de capacidade. Com todas ativas, 100%; com todas desativadas, 0%. A sequência varia de fabricante para fabricante, e o comando é feito pelo CLP, dentro da lógica de programação da máquina.

Um detalhe costuma passar despercebido na conta: num cilindro de duplo efeito, as duas faces não têm a mesma capacidade. A face onde a haste atravessa tem área útil menor, porque o volume da própria haste ocupa parte do espaço, e por isso o lado interno entrega vazão um pouco menor que o externo.

Três consequências práticas. Degrau não é proporcionalidade: a máquina entrega os degraus previstos no projeto, não qualquer percentual. Operar em alívio consome energia, e de 10% a 25% da potência nominal continua sendo consumo. E a lógica de sequenciamento importa, porque desativar sempre as mesmas frentes concentra desgaste.

Na leitura integrada da planta, o tema pertence à dimensão de instalação e conecta com máquina. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

COMO SE CONTROLA A CAPACIDADE DE UM COMPRESSOR DE PROCESSO?

Por dois métodos principais: o alívio da válvula de sucção, em que o gás entra e sai sem ser comprimido, e a desativação escalonada de cilindros ou faces, que gera degraus de capacidade comandados pelo CLP.
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QUANTO CONSOME UM COMPRESSOR EM ALÍVIO DE SUCÇÃO?

De 10% a 25% da potência nominal. O consumo não vai a zero porque a máquina continua girando com todo o mecanismo em movimento; o que se elimina é o trabalho de compressão naquele cilindro.
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QUAIS SÃO OS DEGRAUS TÍPICOS DE CAPACIDADE?

Os degraus clássicos são 0, 20, 50, 75 e 100%. Eles resultam da desativação de cilindros ou de faces em cilindros de duplo efeito, e a sequência de desativação varia de fabricante para fabricante.
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AS DUAS FACES DE UM CILINDRO DE DUPLO EFEITO ENTREGAM O MESMO?

Não. A face onde a haste atravessa tem área útil menor, porque o volume da própria haste ocupa parte do espaço. Por isso o lado interno entrega vazão um pouco menor que o externo.

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