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Trechos das Aulas da Pós Graduação

O DRENO QUE JOGA AR COMPRIMIDO FORA | E O QUE ELE CUSTA POR ANO

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

Se o conteúdo fez sentido para você, imagine ter acesso ao curso completo, com apostila técnica, avaliações, certificado reconhecido e acompanhamento do Prof. Micelli Camargo.

 

A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

São quatro tipos: manual, automático por boia, eletrônico temporizado e com sensor de nível capacitivo. O temporizado erra nos dois sentidos, porque abre sem condensado e desperdiça ar, ou fecha cedo em dia úmido e inunda a linha. O capacitivo resolve os dois, porque abre quando precisa e fica aberto pelo tempo necessário.

Conteúdo da Aula

Há um componente barato na ponta do sistema de ar comprimido que define o desempenho de equipamentos caros instalados a jusante dele. Escolhido errado, ele desperdiça ar todos os dias ou inunda a linha justamente nos dias em que não deveria.

Sem drenagem, a água acumulada volta a ser arrastada pelo ar e condensa em algum ponto da instalação, às vezes dentro dos próprios equipamentos de consumo, o que é problema sério. Ferramenta pneumática, instrumento, máquina de processo: nenhum foi projetado para receber água líquida.

O dreno manual é uma válvula que alguém precisa abrir de tempos em tempos, o típico do reservatório de compressor de pistão. Funciona enquanto alguém lembra de fazer, e essa é exatamente a fragilidade, porque depende de rotina humana num item que não dá sinal quando é esquecido.

O dreno automático por boia é simples e barato: o nível sobe, a boia libera a passagem, a água sai, a boia desce e a passagem fecha. É de construção mecânica econômica e fácil de manter, e a desvantagem é poder deixar escapar ar durante o processo de descarga. Vale registrar onde ele costuma falhar: como o condensado carrega óleo e partícula, o mecanismo da boia acaba recebendo depósito, e o que estava previsto para fechar sozinho passa a fechar parcialmente. O sintoma é um assobio contínuo no dreno, que muita gente ignora por ser discreto, e que representa vazamento permanente de ar comprimido.

O dreno eletrônico temporizado abre a intervalos programados, a cada meia hora, a cada hora, conforme o ajuste, por meio de uma válvula solenoide. Parece a solução moderna, e tem dois problemas, opostos entre si.

Note o primeiro. Se o dreno abre quando ainda não há condensado suficiente, ele joga ar comprimido fora, porque o sistema está todo interligado. Não é perda de água, é perda direta de energia, repetida a cada ciclo, todos os dias, o ano inteiro. O segundo é o inverso: se o tempo de abertura for insuficiente para o volume de água, o que acontece em dia naturalmente úmido, o sistema fica inundado e passa a arrastar água para o processo.

Observe o efeito em cascata desse segundo caso. A água arrastada pode exceder a capacidade de remoção de um secador por refrigeração, que passa a entregar ar fora de especificação, e satura o filtro coalescente muito mais rápido, aumentando o custo de reposição de um elemento que não é barato. Isso depende do clima local e da estação, o que é justamente o que um temporizador não sabe: ele foi ajustado numa condição e opera em todas as outras.

O dreno com sensor de nível, capacitivo, elimina os dois problemas de uma vez. O sensor detecta quando a água atinge determinado volume, o dreno abre, descarrega, e fecha quando o sensor deixa de detectar nível. Ou seja, abre quando precisa e permanece aberto pelo tempo necessário, que são justamente as duas variáveis que o temporizador erra.

É mais caro que o temporizado, e em troca reduz o desperdício de ar e o risco de inundação, com a conta fechando em favor dele quando se considera o ar perdido ao longo de um ano. Há ainda uma versão magnética, acionada por um sistema de ímãs, cuja vantagem é não depender de energia elétrica, o que a torna interessante em pontos da planta onde levar alimentação seria trabalhoso.

Vale reforçar o raciocínio. A escolha do dreno decide quanto ar comprimido a planta desperdiça todos os dias e qual a carga de água que chega ao secador. Na prática, um componente de custo baixo, instalado na ponta do sistema, define o desempenho de equipamentos caros que estão a jusante dele. É o tipo de item que costuma ser decidido pelo preço na cotação e cobrado na conta de energia depois.

Fechando o assunto, um ponto que muitas plantas descobrem tarde: a água drenada carrega óleo, não é água limpa que se joga no piso ou na canaleta. Por isso existe o separador de água e óleo, que é assunto de efluente e não apenas de ar comprimido. A instalação de ar comprimido gera um resíduo que precisa de destino, e esse destino tem exigência legal. Observe como isso amplia o escopo do projeto: quem dimensiona uma sala de compressores está dimensionando, junto, uma pequena estação de tratamento.

Esse recorte faz parte de uma das aulas da pós-graduação em Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

QUAIS SÃO OS TIPOS DE DRENO DE CONDENSADO?

Manual, automático por boia, eletrônico temporizado e com sensor de nível capacitivo. Há ainda uma versão magnética, que não depende de energia elétrica.
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POR QUE O DRENO TEMPORIZADO É PROBLEMÁTICO?

Porque erra nos dois sentidos. Abrindo sem condensado suficiente, joga ar comprimido fora. Com tempo insuficiente em dia úmido, deixa o sistema inundado e arrasta água para o processo.
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O QUE O DRENO CAPACITIVO RESOLVE?

As duas variáveis que o temporizador erra. Ele abre quando o sensor detecta nível e fecha quando deixa de detectar, ou seja, abre na hora certa e pelo tempo necessário.
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PARA ONDE VAI A ÁGUA DRENADA?

Para um separador de água e óleo, porque o condensado carrega óleo e não pode ir para o piso ou a canaleta. Esse destino tem exigência legal.

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