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Trechos das Aulas da Pós Graduação

FATOR HR | POR QUE A BOMBA ENTREGA MENOS EM POLPA QUE EM ÁGUA

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

Se o conteúdo fez sentido para você, imagine ter acesso ao curso completo, com apostila técnica, avaliações, certificado reconhecido e acompanhamento do Prof. Micelli Camargo.

 

A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

A presença de sólidos degrada o desempenho da bomba centrífuga em relação ao ensaio feito com água, e essa degradação é capturada pelo head ratio, o fator HR, lido em gráfico próprio a partir do tamanho de partícula, da concentração em massa e da densidade relativa do sólido. A lógica é a mesma da correção de viscosidade: divide-se a altura manométrica pelo fator para obter o ponto de seleção em água, de modo que a bomba escolhida entregue na polpa exatamente o que o processo pede.

Conteúdo da Aula

Calcular a altura manométrica do sistema é metade do trabalho de quem dimensiona bomba de polpa. A outra metade, que separa o exercício acadêmico da especificação real, é a conversão pelo fator HR e a leitura correta do catálogo do fabricante.

No exercício de mineração, o sistema alimenta um ciclone que exige 0,65 bar na entrada. Em polpa, essa pressão vira coluna do próprio fluido: dividindo pela massa específica da mistura, 1.350 kg/m³, e pela aceleração da gravidade, o resultado é uma carga de pressão de 4,91 m de coluna de polpa. Somando o desnível de 16 m e a perda de carga calculada de 2,72 m, a altura manométrica fecha em 23,62 m de coluna de polpa. Em bomba de água esse número iria direto ao catálogo. Em polpa, não.

É aí que entra o head ratio. O fator HR é lido em gráfico próprio a partir de três entradas, o tamanho de partícula, a concentração em massa e a densidade relativa do sólido. No caso, com D50 de 0,25 mm, concentração de 40% e densidade de 2,85, o HR fica em torno de 0,88. A lógica é a mesma da correção de viscosidade das bombas convencionais: seleciona-se uma bomba maior, capaz de fazer em água mais do que o processo pede, para que em polpa ela entregue exatamente o necessário. A altura de seleção sobe para 26,85 m equivalentes em água.

Com 250 m³/h e 26,85 m, a entrada no mapa de cobertura hidráulica do fabricante leva à bomba 6/4, nomenclatura que carrega os diâmetros de entrada e de saída. Na curva individual, o ponto de operação cai próximo do melhor ponto de eficiência, com rotação em torno de 1.150 rpm e rendimento na casa de 62% já corrigido.

Um detalhe da curva confunde quem vem da indústria química. As curvas dessas bombas são traçadas por rotação, e não por diâmetro de rotor. Bomba de polpa, assim como a autoescorvante e algumas outras famílias, trabalha com rotor de diâmetro fixo, porque usinar o rotor comprometeria a função do equipamento. O controle do ponto de operação se faz pela rotação, então quem procura a família de curvas de rotores usinados não vai encontrar.

A verificação de cavitação segue a lógica conhecida, com a massa específica da polpa no lugar da água: NPSH disponível de 8,97 m contra um requerido de aproximadamente 4 m na curva. Folga confortável, ajudada pela sucção afogada com submergência mínima de 1,5 m.

A potência hidráulica, calculada com a densidade relativa da mistura, resulta em 21,7 kW. Com o rendimento real de 62%, a potência de eixo sobe para 47,4 cv, o que leva a um motor comercial de 50 cv, sujeito ainda aos coeficientes de segurança que cada operação de mineração pratica.

O roteiro completo cabe numa frase: dados da polpa, consistência das concentrações, regime, velocidade limite, perda de carga, altura manométrica em coluna de polpa, correção HR, catálogo, NPSH e potência. Dez passos, nenhum deles difícil isoladamente, e a diferença entre a bomba certa e o problema crônico está em não pular nenhum.

Esse recorte faz parte de uma das aulas da pós-graduação em Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

O QUE É O FATOR HR NA BOMBA DE POLPA?

É o head ratio, a razão que mede quanto a bomba perde de altura ao trabalhar com sólidos em suspensão em vez de água. Lê-se em gráfico, a partir do tamanho de partícula, da concentração e da densidade do sólido.
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COMO SE APLICA A CORREÇÃO HR?

Divide-se a altura manométrica calculada pelo fator, obtendo o ponto de seleção equivalente em água. Entra-se no catálogo com esse ponto maior, para que na polpa a bomba entregue o necessário.
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POR QUE A CURVA DA BOMBA DE POLPA É POR ROTAÇÃO?

Porque o rotor tem diâmetro fixo. Usinar o rotor comprometeria a função do equipamento, então o ajuste do ponto de operação é feito pela rotação, e não por famílias de rotores.
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A ALTURA MANOMÉTRICA EM POLPA É EM METROS DE QUÊ?

De coluna do próprio fluido. A pressão exigida pelo processo é convertida usando a massa específica da mistura, não a da água, e o mesmo vale para o NPSH e para a potência.

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