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Trechos das Aulas da Pós Graduação

PÁS CURVADAS PARA TRÁS | BHP, BEP E O QUE O CATÁLOGO NÃO DIZ

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

BHP significa break horsepower e corresponde ao que em português se chama de potência de eixo ou absorvida. O nome vem do freio dinamométrico usado nos ensaios antigos. A curva de potência é zero em vazão zero e em pressão zero, e passa por um máximo que é o BEP. Em ventilador e compressor dinâmico, a faixa útil em torno do BEP é mais estreita que em bombas.

Conteúdo da Aula

A geometria de pá curvada para trás é a de melhor rendimento, com valores típicos entre 75% e 85%, e por isso domina a ventilação industrial de médio e grande porte. Existe uma variação com perfil aerodinâmico, também chamada de airfoil: o comportamento é o mesmo, e a diferença está no rendimento, já que uma pá com perfil trabalhado rende mais do que uma pá simplesmente curvada. Construtivamente, aparece com frequência com duto de seção retangular ou quadrada, enquanto a bomba mantém tubulação circular.

Colocando o gráfico de pressão contra vazão desse ventilador ao lado do de uma bomba centrífuga, a semelhança é imediata. Existe o mesmo formato, inclusive com casos em que a curva sobe um pouco antes de descer, e casos em que o ponto máximo está no shutoff. A diferença visível é a inclinação, mais achatada no ventilador. Sem a indicação das unidades, seria fácil confundir um gráfico com o outro, e isso não é coincidência: as duas são máquinas dinâmicas.

Dois acrônimos aparecem no gráfico. BHP significa break horsepower, comum em material produzido nos Estados Unidos, especialmente para sopradores, bombas de vácuo e ventilação, e corresponde ao que em português se chama de potência de eixo ou potência absorvida. A origem do termo é o método de ensaio: usava-se um freio dinamométrico para medir a potência consumida, e daí o break, de freio. O comportamento dessa curva é característico: a potência é zero quando a vazão é zero e também quando a pressão é zero, e entre os dois extremos cresce quase como uma parábola, passando por um máximo. Esse ponto é o BEP, o ponto de máxima eficiência.

Aqui aparece uma diferença prática importante em relação a bombas. Em bomba centrífuga, a faixa aceitável em torno do BEP é relativamente larga, com a referência de norma API trabalhando em torno de 80% a 110% do BEP como faixa preferencial e uma faixa alargada sob monitoramento. Em ventilador e compressor dinâmico, essa faixa é mais estreita, e sobra menos margem para operar longe do ponto ótimo. Há ainda o SP que aparece em alguns gráficos, que significa static pressure. Fabricantes publicam de formas diferentes: alguns trazem pressão estática, outros pressão total, e outros as três informações.

Um ponto merece destaque porque gera erro de dimensionamento. Existem fontes que associam diretamente a pressão estática à perda de carga da instalação. O raciocínio é atraente, mas depende de como o cálculo é feito: ao aplicar as equações de perda de carga e chegar a um diferencial de pressão, em algumas situações entra também a parcela de descarga, que é pressão dinâmica. Nesse caso, o que foi calculado é pressão total, e não pressão estática. Quem assume que o número calculado é pressão estática pode deixar a pressão dinâmica de fora da conta. Há autores dos dois lados, e vale ler com atenção qual definição o material adotou.

Para fechar, uma conexão útil. Toda máquina dinâmica apresenta o efeito de stall. Em bombas, o fenômeno de baixa vazão, com o fluido recirculando e gerando vórtices em regiões de baixa pressão, é descrito com outro vocabulário, mas o mecanismo é muito parecido. Em ventilador e compressor chama-se stall, em bomba fala-se em recirculação, e a conclusão é comum às duas áreas: trabalhar em baixa vazão é o pior dos mundos para o equipamento.

Na leitura integrada da planta, o tema pertence à dimensão de especificação e conecta com máquina e diagnóstico. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

O QUE SIGNIFICA BHP NO CATÁLOGO DE VENTILADOR?

BHP é break horsepower, equivalente ao que em português se chama de potência de eixo ou potência absorvida. O nome vem do freio dinamométrico usado nos ensaios antigos para medir a potência consumida pela máquina.
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QUAL O RENDIMENTO DO VENTILADOR DE PÁS CURVADAS PARA TRÁS?

O rendimento típico fica entre 75% e 85%, o melhor entre as geometrias de rotor centrífugo. A versão com perfil aerodinâmico, chamada de airfoil, rende mais que a pá simplesmente curvada, com o mesmo comportamento de curva.
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A FAIXA EM TORNO DO BEP É IGUAL À DAS BOMBAS?

Não. Em bomba centrífuga a faixa preferencial em torno do BEP é relativamente larga, com referência de norma em torno de 80% a 110%. Em ventilador e compressor dinâmico essa faixa é mais estreita, deixando menos margem de operação.
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PRESSÃO ESTÁTICA É A MESMA COISA QUE PERDA DE CARGA?

Nem sempre. Dependendo de como o cálculo é feito, a parcela de descarga, que é pressão dinâmica, entra na conta, e o resultado passa a ser pressão total. Existem autores dos dois lados, e vale checar a definição adotada pelo material.

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