
Engenharia aplicada no dia a dia industrial.

Trechos das Aulas da Pós Graduação
PRESSÃO EFETIVA VS ABSOLUTA | COMEÇANDO O DIMENSIONAMENTO
Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais
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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Para dimensionamento de bomba a análise pode ser feita toda em pressão efetiva, com uma exceção que não admite descuido: o cálculo de NPSH é sempre em pressão absoluta, porque a pressão de vapor do produto é tabelada nessa escala. Para gases a regra é mais dura ainda, sempre absoluta. Boa parte dos erros de dimensionamento não nasce na equação da energia, nasce antes dela, no levantamento de dados.
Conteúdo da Aula
Quanto vale a pressão na superfície de um reservatório aberto? A pergunta tem uma característica curiosa: duas respostas diferentes estão certas ao mesmo tempo. Vale zero na escala efetiva, e vale a pressão atmosférica na escala absoluta. A pergunta só fica completa quando se diz em qual escala ela está sendo feita.
Boa parte dos erros de dimensionamento não nasce na equação da energia, nasce no levantamento de dados. Antes de qualquer cálculo, o trabalho exige três definições que parecem burocráticas e não são.
A primeira é o plano horizontal de referência. Na física tudo depende do referencial, e no bombeamento o referencial é um plano, não um ponto. Se a origem está no nível do reservatório de sucção, a cota ali vale zero. Se estivesse no eixo da bomba, todos os números mudariam. Não existe resposta certa sem essa definição.
A segunda é a análise do pior caso. Numa indústria real nunca existe um sistema puramente permanente: um reservatório esvazia enquanto o outro enche. O pior caso é o reservatório de sucção no nível mais profundo, com mais coluna para vencer na entrada, e o de descarga no nível mais alto, com mais coluna para vencer na saída. É como subir montanha: vencer 3.000 metros pede muito mais energia do que vencer 1.000. O dimensionamento se faz para o pior caso, não para a média.
A terceira é a escala de pressão. Na escala efetiva a referência é a atmosfera local, e a superfície do reservatório aberto está a zero. Na escala absoluta a referência é o vácuo perfeito, e a mesma superfície está à pressão atmosférica. Para dimensionamento de bombas a análise pode ser feita em pressão efetiva sem problema, com a exceção do NPSH, que é sempre em pressão absoluta. Para gases, sempre absoluta, sem exceção. Essa confusão aparece todos os dias em campo, porque manômetros industriais leem pressão efetiva enquanto tabelas de propriedades, como a pressão de vapor da água na casa de 2.345 Pa a 20 °C, estão em absoluta.
Num exercício resolvido em aula, a bomba transporta 45 metros cúbicos por hora de água a 20 °C. Definido o plano de referência no nível do reservatório de sucção, a cota de chegada soma 0,5 m, mais 6 m, mais 1 m: 7,5 metros. E os 2 metros de tubo que descem dentro do reservatório de chegada? Essa é a dúvida que separa quem entendeu de quem decorou. Para efeito de elevação vale a cota vertical medida a partir do plano de referência, independentemente do caminho do tubo. Aqueles 2 metros não entram na cota: entram no comprimento da tubulação, onde vão gerar perda de carga. O mesmo raciocínio fecha o levantamento, com comprimento de sucção de 12 metros e de recalque de 36 metros. Cota é energia de posição, comprimento é atrito, e confundir os dois estraga a conta nas duas direções.
Falta um dado: a velocidade na superfície dos reservatórios. Pela condição de reservatório de grandes dimensões ela é praticamente nula. A diferença de considerá-la ou não costuma ficar abaixo de 1 metro na altura manométrica, e a maioria dos autores nem considera. Vale apresentar o caminho completo e então simplificar, porque simplificar sem saber o porquê é onde nascem os erros que ninguém rastreia depois. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.
FAQ: Perguntas Frequentes
POSSO DIMENSIONAR BOMBA EM PRESSÃO EFETIVA?
Pode, com uma exceção: o cálculo de NPSH é sempre em pressão absoluta, porque a pressão de vapor do produto é tabelada nessa escala. Para gases, use sempre absoluta.
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O QUE É O PLANO HORIZONTAL DE REFERÊNCIA?
É o plano a partir do qual todas as cotas são medidas. No bombeamento o referencial é um plano, não um ponto, e mudá-lo muda todos os números da conta.
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QUAL É O PIOR CASO NO DIMENSIONAMENTO?
Reservatório de sucção no nível mais profundo e o de descarga no nível mais alto. O dimensionamento se faz para essa condição, não para a média de operação.
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TUBO QUE DESCE DENTRO DO RESERVATÓRIO ENTRA NA COTA?
Não. Para elevação vale a cota vertical medida do plano de referência. Esse trecho entra no comprimento da tubulação, onde gera perda de carga.





