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Trechos das Aulas da Pós Graduação

ROTAÇÃO VS DESLOCAMENTO VS BYPASS | COMO VARIAR A VAZÃO DA BDP

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Há três formas corretas de variar a vazão de uma bomba de deslocamento positivo. A primeira é a variação de rotação por inversor de frequência, hoje a mais usada, porque a vazão é diretamente proporcional à rotação e não exige alteração mecânica. A segunda é a variação do deslocamento volumétrico, ajustando o curso útil do pistão ou o ângulo de um disco inclinado, padrão em dosadoras eletromecânicas. A terceira é o bypass, em que parte da vazão retorna à sucção ou ao tanque por uma válvula de desvio, que não é a de descarga nem a de alívio.

Conteúdo da Aula

Fechar a válvula de descarga não funciona para controlar a vazão de uma bomba de deslocamento positivo: a pressão sobe sem freio e o motor desarma. Então como o engenheiro de planta varia a vazão de uma BDP sem comprometer o equipamento? Existem três caminhos clássicos, e a escolha entre eles não é arbitrária, vem da forma construtiva da bomba e do tipo de fluido bombeado.

O primeiro caminho é a variação de rotação por inversor de frequência. Em uma BDP, a vazão é diretamente proporcional à rotação ou à frequência de ciclos: se a bomba desloca 1 litro por ciclo e gira a 10 ciclos por minuto, entrega 10 litros por minuto, e dobrar a rotação aproximadamente dobra a vazão, desprezando o efeito do slip. Por isso instalar um inversor é hoje o método mais usado: não exige alteração mecânica no equipamento, e o operador ganha controle fino pela interface.

Existe um limite que muita gente esquece. Baixar demais a rotação do motor reduz a ventilação interna do próprio motor, e sem ventilação adequada ele aquece e desarma por temperatura. Já houve caso em que o problema relatado era que a BDP desarmava sem motivo, e a investigação apontou justamente isso: defeito no inversor combinado com rotação abaixo do mínimo recomendado pelo fabricante do motor. Isso depende ainda do tipo de motor, se ventilado, com ventilação forçada externa ou refrigerado por água.

O segundo caminho é a variação do deslocamento volumétrico. Algumas BDP permitem mudar o volume que cada ciclo desloca: em vez de mexer na rotação, o operador ajusta um parâmetro mecânico que controla o curso útil do pistão ou o ângulo de inclinação de um disco. Em bombas dosadoras eletromecânicas, esse é o ajuste padrão de fundo de escala. Numa dosadora típica, o motor aciona via pinhão e coroa sem fim um componente que converte o movimento rotativo em alternativo, e dentro dele uma peça se desloca verticalmente conforme o operador gira o parafuso de ajuste externo: quanto mais ela sobe, mais volume é deslocado por curso. Em bombas hidráulicas de pistões axiais a solução é análoga, com vários pistões montados num disco cuja inclinação se ajusta em tempo real.

O terceiro caminho é o bypass. A bomba continua girando na mesma rotação, mas parte da vazão bombeada retorna à sucção ou volta ao tanque em vez de ir para o processo. O controle acontece numa válvula de desvio, que não é a válvula de descarga nem a válvula de alívio, e essa distinção importa: usar a PSV como elemento de controle a destrói em pouco tempo.

O bypass é o menos eficiente dos três do ponto de vista energético, porque a bomba continua consumindo potência para mover um produto que volta. Em compensação é simples, barato e responde rápido, o que o mantém vivo em sistemas pequenos e em aplicações onde a vazão de processo varia muito. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

POR QUE NÃO CONTROLAR VAZÃO FECHANDO A DESCARGA?

Porque a BDP não tem teto de pressão próprio. Fechar a descarga faz a pressão subir sem freio até o motor desarmar ou algum componente romper.
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QUAL O MÉTODO MAIS USADO HOJE?

A variação de rotação por inversor de frequência, porque a vazão é proporcional à rotação e não exige alteração mecânica na bomba.
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QUAL O LIMITE DO INVERSOR?

A ventilação do motor. Baixar demais a rotação reduz a ventilação interna, o motor aquece e desarma por temperatura. O mínimo é o que o fabricante do motor declara.
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O BYPASS É A MESMA COISA QUE A VÁLVULA DE ALÍVIO?

Não. O bypass é uma válvula de desvio usada como elemento de controle. A PSV é dispositivo de segurança, e usá-la para controlar vazão a destrói em pouco tempo.

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