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Trechos das Aulas da Pós Graduação

CURVA TEÓRICA VS CURVA REAL DA BDP | O SLIP DEITA A RETA

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

Academicamente a bomba de deslocamento positivo entrega vazão constante para qualquer pressão, o que faria da sua curva característica uma reta vertical, e é por isso que o fabricante não imprime esse gráfico: bastaria declarar o valor. Na prática a vazão real cai com o aumento da pressão, porque as folgas internas deixam o fluido escorregar da câmara de alta para a de baixa. Esse retorno interno é o slip, e são duas variáveis que controlam a inclinação da curva real: a folga interna, de projeto e de desgaste, e a viscosidade do produto.

Conteúdo da Aula

A curva característica da bomba de deslocamento positivo é, talvez, a primeira fonte de confusão para o engenheiro de planta que trouxe a bagagem da bomba centrífuga. Na centrífuga, a curva cai com a vazão. Na BDP, a curva é, na teoria, uma reta vertical: vazão constante, qualquer que seja a pressão. Essa promessa só vale no quadro do livro. Na planta real, a curva inclina, e a inclinação tem nome técnico: slip.

Quando descrevemos uma pessoa, recorremos a atributos visíveis: altura, cor de cabelo, idade aparente. A curva característica faz o mesmo com a bomba. Em bomba centrífuga é mais comum traçar altura manométrica versus vazão. Em bomba de deslocamento positivo, é mais comum tratar diferencial de pressão versus vazão. As unidades também mudam: a centrífuga aceita bem o metro de coluna de líquido, e a BDP entra com bar, psi, kPa ou MPa. Em catálogo americano e europeu já aparecem as duas formas juntas no mesmo gráfico.

A curva é a impressão digital da bomba porque tudo o que ela pode fazer, e tudo o que ela não pode, está ali. Como o objetivo da bomba é entregar uma vazão numa determinada pressão, é nesse plano que o engenheiro de planta deve raciocinar.

Academicamente, a BDP entrega vazão constante para qualquer pressão, logo sua curva teórica é uma reta vertical: o eixo da vazão marca o valor fixo de deslocamento e o da pressão aceita qualquer valor. Justo por isso o fabricante não imprime essa curva no catálogo. Se a vazão é constante, basta declarar o número, e não há gráfico a fazer.

Na prática, contudo, a vazão real cai com o aumento da pressão. O motivo é mecânico e simples: existem folgas internas entre as partes móveis e as partes fixas da bomba, e o fluido, sob pressão diferencial, escorrega da câmara de alta para a câmara de baixa. Esse retorno interno é o slip.

À medida que a pressão de descarga sobe, mais fluido força a passagem pelas folgas internas, e a curva real da BDP deita. Quanto maior a pressão diferencial, menor a vazão útil que sai pela descarga. Em bombas rotativas esse efeito domina o comportamento. Em bombas pneumáticas e eletromagnéticas o slip clássico não atua, mas há um efeito análogo de equilíbrio de forças que também derruba a vazão com a pressão.

Duas variáveis controlam a inclinação dessa curva real. A primeira é a folga interna da bomba, tanto a de projeto quanto a que o desgaste acrescenta ao longo da vida. A segunda é a viscosidade do produto: quanto mais viscoso, mais difícil atravessar a folga, e mais a curva se aproxima da vertical teórica.

A consequência prática para quem especifica é direta. Pedir ao fabricante a curva na viscosidade real do processo, e não aceitar a vazão nominal como se fosse garantida em qualquer pressão, é o que separa a bomba que entrega da bomba que decepciona na partida. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

POR QUE O CATÁLOGO NÃO TRAZ A CURVA DA BDP?

Porque a curva teórica é uma reta vertical: se a vazão fosse constante em qualquer pressão, bastaria declarar o número. O gráfico só faz sentido quando se admite o slip.
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O QUE INCLINA A CURVA REAL?

O slip, que é o retorno do fluido da câmara de alta para a de baixa pelas folgas internas. Quanto maior a pressão diferencial, maior o retorno e menor a vazão útil.
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QUE VARIÁVEIS CONTROLAM ESSA INCLINAÇÃO?

Duas: a folga interna, de projeto e de desgaste, e a viscosidade do produto. Produto mais viscoso aproxima a curva real da vertical teórica.
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BOMBA PNEUMÁTICA TAMBÉM TEM SLIP?

Não no sentido clássico, mas tem um efeito análogo de equilíbrio de forças que também derruba a vazão conforme a pressão de descarga sobe.

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