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Trechos das Aulas da Pós Graduação

BUCHA VS ROLAMENTO | A BOMBA DE ENGRENAGENS E O ERRO DE MONTAGEM

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

A bomba de engrenagens externas é a rotativa mais comum da indústria e uma das mais sensíveis à montagem, porque a engrenagem é de aço endurecido e a tampa é de material relativamente macio. Qualquer desalinhamento de acoplamento empurra a engrenagem axialmente contra a tampa, ela abre um sulco no material macio e se desloca, o que abre folga no lado oposto. Por essa folga o produto passa em slip interno e o rendimento volumétrico cai para perto de zero, com a bomba aparentemente intacta.

Conteúdo da Aula

A bomba de engrenagens externas é a bomba rotativa mais comum da indústria, e talvez a mais mal montada. Por que uma bomba tão simples mecanicamente é tão sensível à montagem? A resposta exige percorrer a anatomia do equipamento e enxergar onde está a fragilidade que o destrói em poucos minutos de operação.

As bombas de deslocamento positivo se dividem em rotativas e alternativas. As rotativas são as mais numerosas em tipos e fabricantes: engrenagens externas, engrenagens internas, lóbulos, palhetas, parafusos. As alternativas são essencialmente duas, pistão e diafragma. A peristáltica fica num caso intermediário, com elemento de bombeamento rotativo e comportamento mais próximo de uma alternativa. Essa classificação não é cosmética: ela define que tipo de pulsação, que tipo de pressão e que tipo de manutenção a planta vai ter.

A bomba de engrenagens externas é a porta de entrada da maioria dos engenheiros no universo das BDP. É a bomba clássica de óleo lubrificante, óleo combustível, sistemas hidráulicos de baixa pressão e algumas aplicações de polímero. Tem dois pinhões girando em sentidos opostos dentro de uma carcaça, um motor e outro movido. Aparentemente, nada poderia ser mais simples.

A simplicidade engana. Houve um cliente que comprou quatro bombas iguais para um único processo. Instalou a primeira, deu defeito. A segunda, defeito. Terceira e quarta, idem. Quatro bombas paradas, em garantia, com o cliente apontando o fabricante como culpado.

Ao abrir as bombas em campo apareceu um padrão. A engrenagem motora estava cavada contra a tampa frontal, e do lado oposto havia folga axial visível. A montagem com algum desalinhamento de acoplamento empurrou a engrenagem para a frente da bomba. A engrenagem é de aço endurecido, a tampa é de material relativamente macio, e o resultado foi um sulco na tampa, com a engrenagem se deslocando axialmente e abrindo folga no lado oposto. Por essa folga o produto passou em slip interno e o rendimento volumétrico caiu para perto de zero.

Essas engrenagens são tão duras que basta encostá-las na carcaça com a mão para começar a riscar o material da tampa. É fragilidade construtiva do par engrenagem dura e carcaça macia, agravada por qualquer erro de alinhamento no eixo.

E aqui entra a escolha de mancal. A bucha é a solução mais barata e mais tolerante a produto contaminado, porque é lubrificada pelo próprio fluido bombeado e aceita alguma partícula sem travar, mas não suporta carga axial relevante nem desalinhamento. O rolamento suporta carga maior e mantém a posição do eixo com muito mais rigidez, que é exatamente o que evita o caso acima, em troca de custo mais alto, necessidade de lubrificação própria e menor tolerância a contaminação.

O recado de montagem é curto e caro de ignorar: nessa família, alinhamento não é acabamento, é condição de funcionamento. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

POR QUE A BOMBA DE ENGRENAGENS É TÃO SENSÍVEL À MONTAGEM?

Porque a engrenagem é de aço endurecido e a tampa é de material macio. Qualquer desalinhamento empurra a engrenagem contra a tampa, que é cavada, e isso abre folga no lado oposto.
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O QUE ACONTECE DEPOIS QUE A FOLGA ABRE?

O produto passa por ela em slip interno e o rendimento volumétrico cai para perto de zero. A bomba parece intacta por fora e não entrega vazão.
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BUCHA OU ROLAMENTO?

Bucha é mais barata e tolera produto contaminado, porque é lubrificada pelo próprio fluido, mas não suporta carga axial nem desalinhamento. Rolamento segura a posição do eixo com rigidez, ao custo de lubrificação própria e menos tolerância a sujeira.
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DÁ PARA RISCAR A TAMPA COM A MÃO?

Dá. As engrenagens são tão duras que basta encostá-las na carcaça para começar a marcar o material da tampa.

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