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Trechos das Aulas da Pós Graduação

A PRESSÃO DO COMPRESSOR NÃO É 7 BAR | É A PRESSÃO MÁXIMA

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

A pressão que a máquina entrega depende da quantidade de matéria por unidade de volume, ou seja, da massa específica. O ar descarregado se expande no reservatório e, à medida que mais massa entra, a pressão sobe. Por isso existe uma pressão máxima de descarga, e não uma pressão de descarga constante.

Conteúdo da Aula

Antes de tratar da pressão, vale separar duas famílias de máquina, porque elas se comportam de formas diferentes. Numa máquina de deslocamento positivo, o volume por ciclo é fixo pela geometria: o pistão desloca aquele volume, digamos 1 litro por ciclo, e acabou. Numa máquina de fluxo, isso não é verdade: para a mesma rotação existem várias vazões possíveis, e quem decide qual delas acontece é o cruzamento com a curva do sistema. É o mesmo comportamento já visto em bomba centrífuga. O ventilador pertence a essa segunda família.

A pressão que a máquina entrega depende da quantidade de matéria por unidade de volume, e é isso que a massa específica mede. Num compressor, quanto mais rápido ele empurra gás para dentro do sistema, mais rápido a pressão chega ao valor desejado. Não é a máquina que tem a pressão: é o acúmulo de massa que a produz.

Daí vem uma imprecisão comum de planta. Acompanhe um compressor de pistão com reservatório vazio: o ponteiro marca zero, liga-se a máquina e o ponteiro sobe gradualmente até a pressão de desarme. Se a pressão de descarga fosse constante em 7 bar, o ponteiro saltaria para 7 bar assim que a máquina ligasse. Não é o que acontece. O que existe é uma pressão máxima de descarga.

O que ocorre de fato é que o ar comprimido descarrega no reservatório e ali se expande. À medida que mais ar entra, mais ele se acumula, e a pressão sobe. Na prática isso também explica outro fenômeno conhecido: quando a demanda de ar é muito grande, a pressão da rede cai. O compressor não está conseguindo repor a massa consumida, a expansão é maior, e a pressão acompanha.

Para comparar máquinas é preciso uma referência. No segmento de ventilação, a mais usada é massa específica de 1,2 kg/m³, temperatura de 20 graus Celsius e pressão de 1,013 bar, que é o nível do mar. Existem outras condições padrão em circulação, com 0 grau Celsius ou 15 graus Celsius, mas 1,2 kg/m³ é o valor mais comum nas instituições que tratam de ventilação, e é o que aparece nos catálogos do setor.

Das leis de semelhança sai uma relação direta: a razão entre pressões é proporcional à razão entre potências de eixo, e ambas são proporcionais à razão entre massas específicas. Aqui cabe um esclarecimento que evita confusão. A massa específica varia pouco dentro do ventilador, entrando em 1,2 e saindo em 1,2005, por exemplo, e não é disso que se trata. O que importa nessa relação é a variação da massa específica em função da condição de trabalho: uma coisa é o ar padrão de catálogo, outra é a condição real da instalação, que pode estar a 30 graus Celsius e 0,9 bar por causa da altitude.

Na leitura integrada da planta, o tema pertence à dimensão do fluido e conecta com máquina e especificação. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

A PRESSÃO DE DESCARGA DO COMPRESSOR É CONSTANTE?

Não. O que existe é uma pressão máxima de descarga. O manômetro do reservatório subindo gradualmente do zero até o desarme mostra isso: se a descarga fosse constante, o ponteiro saltaria para o valor final assim que a máquina ligasse.
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POR QUE A PRESSÃO DA REDE CAI QUANDO O CONSUMO AUMENTA?

Porque o compressor não consegue repor a massa de ar que está sendo consumida. Com menos massa acumulada no reservatório, a expansão é maior e a pressão acompanha. É consequência direta de a pressão depender da massa específica.
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QUAL É A CONDIÇÃO PADRÃO USADA EM VENTILAÇÃO?

Massa específica de 1,2 kg/m³, temperatura de 20 graus Celsius e pressão de 1,013 bar, correspondente ao nível do mar. Existem outras condições padrão em circulação, mas essa é a mais comum no segmento de ventilação.
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MÁQUINA DE FLUXO E MÁQUINA VOLUMÉTRICA ENTREGAM VAZÃO DO MESMO JEITO?

Não. Na máquina de deslocamento positivo, o volume por ciclo é fixo pela geometria. Na máquina de fluxo, a mesma rotação admite várias vazões, e o valor efetivo depende do cruzamento com a curva do sistema.

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