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Trechos das Aulas da Pós Graduação

VENTILADOR OU EXAUSTOR | PRINCÍPIO DO VENTILADOR CENTRÍFUGO

livro bombas industriais
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Pós-Graduação Engenharia de Movimentação de Fluidos e Equipamentos Industriais

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A pós-graduação foi desenvolvida para engenheiros que precisam dominar sistemas de bombeamento, tubulações, válvulas, compressores e o comportamento de fluidos na prática industrial, o que a faculdade não ensina.

O ar entra na região central do rotor, é acelerado radialmente pelas pás e recolhido pela voluta, que converte parte da velocidade em pressão. No ventilador essa parcela é pequena, no compressor é grande, e na bomba centrífuga praticamente toda a energia cinética vira pressão. A mesma máquina passa a se chamar exaustor quando fica no fim do processo.

Conteúdo da Aula

Antes de entrar na máquina, vale registrar uma definição alternativa que circula em material de fabricante. Nessa formulação, a pressão total é apresentada como a soma da pressão estática com a pressão dinâmica. A pressão estática é descrita como a exercida pelo ar nas paredes, perpendicular ao fluxo, e associada à soma de todas as quedas de pressão do duto e seus componentes. As duas formulações chegam ao mesmo lugar: definir total, definir dinâmica e obter estática por diferença é a mesma relação escrita de outro jeito. Um alerta vale para o dimensionamento: a associação direta entre pressão estática e perda de carga da instalação não é consensual.

No ventilador centrífugo, o ar entra na região central do rotor, na direção axial, é acelerado radialmente pelas pás e é recolhido pela voluta, que converte parte da velocidade em pressão. A diferença entre as três máquinas está justamente no tamanho dessa conversão: no ventilador a parcela convertida é pequena, no compressor é grande, e na bomba centrífuga praticamente toda a energia cinética vira pressão.

Existe uma diferença estrutural em relação ao bombeamento. Em bomba, existe um reservatório a montante, com uma condição de sucção definida. No ventilador que está no início do processo não existe reservatório: o escoamento começa um pouco antes da boca de entrada da própria máquina.

Aqui está um ponto que muda o comportamento da instalação inteira, e não a máquina. Se o ventilador está no início do processo, ele puxa o ar e empurra o sistema adiante, e não existe vácuo relevante sendo gerado na entrada. Se a mesma máquina está no fim da linha, o nome usual passa a ser exaustor: todo o processo acontece antes dela e, para o ar chegar até lá, é preciso existir pressão negativa na linha. A máquina cria uma sucção ao longo de todo o percurso e descarrega para fora. Isso se aproxima do raciocínio de uma bomba de vácuo, que também gera fluxo por pressão negativa, com a diferença de que a bomba de vácuo trabalha em faixas bem mais exigentes. Conceitualmente, bombas de vácuo poderiam ser tratadas neste mesmo capítulo, já que ventilador e soprador geram vácuo em aplicações como transporte pneumático a vácuo e conformação a vácuo. A separação em módulo próprio existe porque as nuances de vácuo pedem tratamento específico.

A diferença mais relevante entre ventilador e bomba centrífuga está na liberdade de projeto quanto à orientação das pás. Em bomba centrífuga, as pás são curvadas para trás. Em ventilador, existem quatro possibilidades: curvada para trás, curvada para frente, radial e curvada para trás com perfil aerodinâmico. Cada curvatura muda as características de funcionamento.

Vale registrar um episódio que ilustra o ponto. Circulou uma publicação em rede profissional tratando de bomba centrífuga e apresentando pá curvada para frente, para trás e reta como alternativas correntes. A observação feita na ocasião foi direta: bomba centrífuga com pá curvada para frente não é algo que se encontre na prática. A conversa levou a uma pesquisa, e a pesquisa levou a uma exceção real, uma linha de bombas da Sundyne com rotor radial. É uma máquina bastante particular e não altera a regra geral.

Na leitura integrada da planta, o tema pertence à dimensão de máquina e conecta com instalação e especificação. Na pós, isso faz parte do método Visão Integrada de Planta. Conheça em engenhariaecia.com/pos.

FAQ: Perguntas Frequentes

QUAL A DIFERENÇA ENTRE VENTILADOR E EXAUSTOR?

É a posição no processo, não a máquina. No início da linha, o ventilador puxa o ar e empurra o sistema adiante, sem gerar vácuo relevante. No fim da linha, a mesma máquina cria pressão negativa ao longo do percurso e descarrega para fora.
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COMO FUNCIONA O VENTILADOR CENTRÍFUGO?

O ar entra na região central do rotor, na direção axial, é acelerado radialmente pelas pás e recolhido pela voluta, que converte parte da velocidade em pressão. No ventilador essa conversão é pequena, ao contrário do que acontece na bomba centrífuga.
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QUANTAS ORIENTAÇÕES DE PÁ EXISTEM EM VENTILADOR CENTRÍFUGO?

Quatro: curvada para trás, curvada para frente, radial e curvada para trás com perfil aerodinâmico. Em bomba centrífuga, por outro lado, as pás são curvadas para trás na quase totalidade das aplicações.
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EXISTE BOMBA CENTRÍFUGA COM PÁ CURVADA PARA FRENTE?

Não como prática de mercado. Existe uma exceção real, uma linha da Sundyne com rotor radial, que é máquina bastante particular. De modo geral, a bomba centrífuga usa pá curvada para trás.

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